quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Thaynara...



Thaynara
Doce e amada
Tu eras tímida e isso me despertou para ti
Mas eu fugi
Fui-me sem avisar
Em uma selva de pedras me refugiei
e tu, na ilha do amor deixei
Mas, olha...Em outra sala te vi
Em outra face tu estavas
Não...
Estavas apenas nos lábios 
Nos gestos da boca de outrem
Foram apenas dois minutos
Num despertar
Procurei por teus olhos
Olhos doces de menina
Não encontrei
Te perdi
Amiga

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

18



É incrível como a vida passa e o tempo nos transforma a cada minuto, seja em nossas células aos poucos envelhecidas,seja por nossas lembranças de infância ,pela quantia numérica que indica o quanto já vivemos.Hoje tenho 18.
     A infância não sorrio pra mim um sorriso de alegria mas sim um riso contido que demostrava o quanto audaciosa ela seria comigo, uma menina levada que derramou muitas lágrimas minhas. Vi e ouvi muito,coisas agradáveis e outras nem tão convidativas assim.Fui criada por muitas regras de muitas pessoas,não tive pai e nem uma mãe das mais carinhosas, não a culpo por isso, a vida também não foi boazinha com ela. Contudo aprendi a conviver comigo, a contar-me segredos a conversar-me. Os outros não entendiam o motivo do meu silêncio, perguntavam-me "Por quê tu ficas sempre calada a observar, não interages e nem palpitas?"...Minha resposta era para os mais inteligentes  porquê nem todos conhecem o riso da ironia.
       A minha mãe sempre conheceu o meu cinismo, devo admitir meus caros leitores que fui uma adolescente um tanto rebelde, não por causar arruaças mas por saber usar as minha armas com as pessoas certas: o silêncio e a perspicácia.
    O signo que carrego engana a muitos, uma vez que ele remete a pessoas mansas,eis portanto um alerta, eu sou calma e observadora, mas não sou domesticável, não tente se impor a mim e nem me por cabrestos,  será a sua cova se me quiseres por perto.Mas não se assuste, sou doce se tu fores doce, alguns afirmam que sou tímida, porém penso que confundem timidez com conveniência. Sou calculista e não admito erros.    Todas essas coisas não me deixam livre de defeitos, os tenho, mas a cada dia tento driblá-los, camuflá-los, exceto o tempo que insiste em não contribuir para o meu bem estar psicológico e boa inserção na dita, enganosamente, sociedade. É, confesso, não sou a pessoa mais pontual do mundo,mais repito um mantra pessoal todos os dias " amanhã chegarei cedo nos meus compromissos". Espero que um dia isso funcione, mas a questão aqui não é pontuar meus defeitos e virtudes.
     Sempre estive um ano a frente do meu tempo com todas as bagagens que a vida me fez carregar, aos dez anos eu era adulta psicologicamente falando,mas uma coisa faltava para que eu me apropriasse dos meus pensamentos e das minhas palavras, alguma coisa que as legitimasse, para os que me conhecem está aqui a resposta para o principal questionamento a meu respeito,18 anos seria o que faltava. A idade da legalidade, o que eu fizer será de minha completa responsabilidade, o que eu acho uma bobagem levando-se em consideração que eu sempre pensei muito bem antes de ultrapassar a linha da insanidade por tanto estou antes dela até agora, não sei por quanto tempo vou continuar. 
     Um aspecto que considero bom de ter vivido por todos esses anos e de ter lido todas as minhas leituras (que foram muitas) é que eu aprendi a pensar e por conta disso, tenho uma imaginação espetacular, então cuidado com qualquer citação que fizeres independente do contexto se eu for o seu interlocutor.Obrigada pessoas,pela atenção e até mais.


  

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Natana

             
           

              Meu nome, meu chamado.
              Nome diferente Causa espanto nas gentes
              Alguns o negam
              Outros se alegram
       
              Elogios recebi
              Entortares de boca também
              Mas quando um novo alguém
              Com facilidade o lembra
              Enche-me de alegria quando o diz.  


         Verso sem rima, palavras que em mim fluíram, mas o nome...
         O nome que escolheram para me chamar, para me desejar, comigo dialogar; para eu poder enfeitar, deve ter sido tirado de um lindo lugar.
        Com esses pensamentos, resolvi procurar a sua fonte.
        Descobri que estava certa, pois esse era o nome de uma personagem de um livro que minha mãe havia lido quando jovem, tratava-se de uma médica que resolveu ajudar crianças pobres no Haiti.
        O seu lindo gesto, sua garra por fazer a diferença são o que eu ouço quando pronunciam o meu nome, o que me inspira todos os dias quando o despertador me acorda para a vida.
        O nome é um destino.
        O meu está sendo galgado, e o seu?
        Que significado você tem para ele?

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

- Liberdade, onde tu moras?!


                Meus queridos leitores,hoje escrevo para aliviar minha angustia pois uma vez que não os conheço não me sinto tão envergonhada.
               Esta noite cheguei em casa calada, sufocada pela culpa,o silêncio dos que comigo moram berrava aos meus ouvidos e os olhares de reprovação me esbofetearam a face.Diante disso só o que me vinha em mente era a vontade de sair caminhando pelas ruas frias de Brasília e nunca mais olhar para trás...De seguir com minha própria sorte. Mas a minha razão me abraçou amorosamente, pedindo-me para ter paciência. Obedeci.
              Meu refúgio se deu embaixo de uma ducha fria, em um banheiro escuro e para ter certeza de que era só eu e meu corpo,fechei os olhos. Lavei o rosto com sabonete na esperança de resgatar as minhas expressões felizes,lavei meus cabelos com shampoo anti-resíduo na expectativa de mandar embora todos os resquícios de um mau dia. Limpei a minha pele para arrancar de mim a sensação de solidão, porém o q eu queria mesmo era poder limpar a minha mente de tudo o que me acusava de incompetente, gostaria de lavar o meu pobre coração de tudo o que me magoa e, principalmente, esfregar a minha alma e espírito para desfazer  todas as manchas que causai com meus erros e más escolhas.
               Depois de todas as minhas tentativas, me frustrei ao lembrar que não poderia ficar embaixo da água fria para sempre,mas resolvi ficar mais alguns minutos, não sei o quanto ao certo, espero que o ecossistema me perdoe por mandar tanta água potável para o esgoto, coisa que em outro momento me causaria total aversão, mas não pude deixar de sentir inveja daquela água derramada pois eu mesma queria descer pelo ralo e simplesmente sumir no solo seco em algum lugar dessa terra. Infelizmente não foi possível.
                  Abri os olhos e a realidade ainda estava lá arrastando as longas abas de seu vestido negro, olhando nos fundos dos meus olhos e me chamando com a mão esquerda, eu fui, tive que ir. Coloquei uma roupa e me sentei para escrever este texto, que havia formulado ainda no meu ritual de purificação, a dona Realidade está aqui, se preparando para dormir ao meu lado, talvez ela se costure em mim durante a noite ou apenas a minha boca para que os outros não me ouçam mais, mas sinceramente espero acordar amanhã com ela apenas vestida de amarelo, para que eu sinta a possibilidade de haver esperança de um dia melhor, para que eu possa respirar sem medo de estar sendo observada, sem ter horário marcado para ir e vir.
                                                                                   
                                                                                         Quinta, 19 de Setembro de 2013
                                                                                                            Noite fria de Brasília
                                                                                                                             21:40 hrs

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Visões de uma alma



Ela para mim é um mistério...
seu cabelo, sua pele, sua cor, seu desenho
Me encantam, me cativam,
compara-se a uma fada...
compara-se a uma fada.
Mas sua aproximação, a sua presença...
tão perto... me assusta.

Suas longas vestes em contraste com o batom,
a voz em seu tom de deboche,
seu caminhar...
e a cor viva de seus olhos.
Que tamanha diversidade de cores que há!

Uma fada ou um elfo...
não sei...
ou apenas um ser como eu,
que usa seu corpo para transfigurar sua personalidade.

Será que o que vejo nela
é o interior de seu corpo...
um ser ao contrario...

Quanto interesse me desperta.

                          Natana Eller San.